"A tortura do corpo sobre a alma"


Sábado, Novembro 12, 2005

Zizi, a mosca imaginária

Acompanhe a viagem da mosquinha Zizi, que sabe português (já que vive na UCPel :P) e observa tudo o que vê...


Iiiiiii carrra que barrratooo. Entrrei porr um burraco no vidrro da porrta. Porr dentro os vidrros estão pintados de prreto, e num dos quadrrados há um Z de Zorro virrado, riscado de giz. Zzzzz. Z bacana. SSSSS... Éssssse quadrradooooou _/¨¨_/¨¨_/¨¨_/¨¨
Essa sala é meu templo. Um Z na porta (quem se importa que ele esteja virrado?). Estou me sentindo em casa... Bem-vindo à casa da Ziizii. Hihi.
Uouuu... eu vejo tudo centi iiointenta grrrrauss. Oooou. Corrrres. Muitas corrrress. Verrrrrrde. Verrrrmelho desbotaado. Oh, uma caneta verrde limão... Zuuum. Um vôo rasante. Há um ruído constante. Uma voz? Si si si... Só ouço "si". Ahhh... vozes humanas são tão... disformes. De onde vem esse som? Uou. Não é bom voarr depois de cair num copo de cerrrveja. Estou tonta. Zonza. Pirada. Amalucada. Uou. Hihihi. HIC!

Tá.

Chega de me fingir de bêbada.

Cansei de brincar disso :P

A voz vem do quadro verde. Não! Vem da mesa amarela. Não! Não! Vem do homem de vermelho.

Eiiiiiiiiii. Ah cara, quase que ele me acerta. Não sei se sem querer ou intencional. Escapei por um triz. Vou voar por lugares mais tranqüilos.

Eu sou a sala. A sala sou eu. Confusããão. Lala. O que é aquilo branquinho e fofinho? Oh. AAAARRRGHHHHHH! Pó de giz. Cof cof. Voar. Afastar-se. Afastar-se. Blergh, pousei num apagador. Minhas patas estão uma nheca. Água. Ááaáagua. Pô, ninguém está tomando água nessa sala. Bando de seres desidratados. Opaaaa. Chimarrrrão! É meio quente, mas posso ficar nas beiradas, rondando a térmica, e daí de repente o cara deixa escapar um ou duas gotas para eu lavar minhas patinhas :)
Eu também posso ser uma mosca do mau e largar o pó na cabeça das pessoas. Na cabeça do cara que tá falando não tem grrraça. Ele já tem os cabelos da cor do pó de giz. Arrá! E se eu pousar naquele cabelo vermelho? Um ou dois passinhos, em meia frração de segundo, e já me livro desse pó irritante! Se bem que a menina parece tão compenetrada na aulaaaaaaaaa--- dddddd Ah! Rajada de vento idiota! Alguém entrou (ou saiu da aula, sei lá!) e a baforada de ar foi intensa. Restabelecer o equilíbrio. Um...
Oh, uma lixeira. O vento me largou perto de uma lixeira. Será que não tem uma garrafa d'água ali dentro? Um restinho de ááág-- blergh. Bando de alunos inúteis. DESIDRATADOS! Ninguém bota nada no lixo. Ficam guardando suas lembranças inúteis, num desejo absurdo de que o tempo não passe. A vida é curta. 2 semanas para mim são uma eternidade. Com sorte, consigo viver duas vidas. Se com azar, vivo umas 20. Ainda bem que ninguém aqui teve a idéia sacana de me matar. Hi hi hi. Ho ho ho. Cara, minha asma. Hic hic. Não posso rir. Hi hi hi. O cara de vermelho está rindo. Todos rindo. Que som horrendo. Ahhh. Parem, PAREM. Não universidade não se ri! Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!
Hm, que aula é esta? Será que diz algo no quadro? AaAaAAAaaa CCCooooonnnnnsssss tê tttttttt T truuuuuuuuu çSçSÇÇçSs ã na ooo dddddddddd D aaa Iiihh dddentiii ddddd daaa dddddd e emmmm Mmmmmooo oooo raaaaaa áu.. lll A Construção da Identidade Moral? Pô, o assunto é sério. Porque riem? Canalhas. Bastardos. Todos fingem que estão aprendendo, o professor finge que está ensinando, enquanto eu finjo que estou procurando uma saída, finjo estar sem rumo, indo de um lado ao outro, sem a mínima intenção de sair. Eu vejo todos. Eu sinto o cheiro de tudo. Ah. Passei perto de uma pasta e uma menina de cabelo vermelho mexeu no zíper. Estou surda. Aaaah! Um carro velozzzzzzzzzzz. Ah hhh Ahhh. Retumbou em meus ouvidos. Ruídos. Voz constante. Poxa, que aula monótona. Tudo parece mais interessante que a voz do professor. Ele fala, fala, fala, fala. Fala, fala, fala, falfal falfal afal alfal fal. Os alunos dormem, copiam, viajam, tomam chimarrão. Opa, O que temos ali? Não, nenhum vestígio de água. Perfeccionistas idiotas! Não derramam sequer uma gota d'água. E se eu pousasse na cuia... Será que eles teriam nojo? Ah. Provavelmente eu ficaria presa na erva, e lá se iria minha vida... Não posso correr o risco de morrer antes de descobrir QUE AULA É ESTA! Bom vejamos. O professor (ou o cara que não pára de falar enquanto todos ouvem, resignados) tem cabelo grisalho. Sinal de que é uma matéria bastante tediosa. Ele está de camisa vermelha. Sentado. Respirando. Gesticulando. Falando. Oh! -- Está lendo! Há um daqueles papéis que parecem um monte de zebrinhas. Não consigo ler coisas tão pequenas. Meus olhos enxergam muitos ângulos para isso. É um saco observar as coisas se aproximando e se afastando, se aproximando e se afastando, se afastando e se afastando... Ah, droga. Alguém notou minha presença. Vi olhos me olhando. Oh. Ufa. É um olhar fixo. É um olhar perdido. Das duas uma: ou o cara é um psicopata de moscas, ou está viajando, e, coincidentemente parou o olhar para o lado que eu estou, bem no momento que sem querer também fiz o mesmo. É estranho ver e ser vista...

CANETA VERDE LIMÃO.

Não, não. Estou muito perto da porta. Vão aabriiiiiiiiiii i i i i i i i. Ih. Me deixaram no corredor. Pessoas selvagens não deviam abrir e fechar portas. Ainda bem que há o lugarzinho para entrar perto do Z virado. Olha só! Tem umas coisas escritas aqui na porta. Será o nome da matéria? Há um cartaaz. TTTTTTTTTTTTTT tÊ tÊ T eeeeeee Tê oooh ooo ôôô rrrr ii ih AaaA eêêÊéê qqqqqqcccc cô có cooo nô MmmMm iii kkkkkk Caaaaah. Teoria econômica? Mas o que isso tem a ver com a Identidade Moral? Ah, vá entender esses humanos! Alguém que mate as moscas não pode ser levado a sério.
Vou voltar para a aula-- aaaah. Foi por pouco. Calculei mal o vôo rasante e quase me rasguei toda no vão da porta. O vidro por dentro do buraco é irregular. E o buraco é pequeno: mal consigo passar transversalmente. Deveria ter passado mais devagar. Ah, o importante é que estou sã e salva -- mais salva do que sã -- e do lado de dentro. Espero que na hora que a aula acabar alguém abra a porta e a mantenha aberta para que eu possa ganhar o corredor novamente e ir embora. E se eu tentasse ouvir o que os outros estão dizendo? Não, muito trabalhoso... Eles falam muito rápido. Numa freqüência muito tosca. Além disso, não consigo distinguir o mero farfalhar de folhas (aliás, algo muito constante nessa aula) do som da voz humana em si.... Para mim é tudo a mesma coisa. Tudo são só ruídos inúteis.
Vozes misturadas. Seria o fim da aula? Estamos nos aproximando do fim? Êêêêê! Ah, po... Não é o fim. Voltou a voz tediosa. Que aula bem chata! Se eu que não entendo nada já não agüento mais o cara falando (e a curiosidade de saber de que matéria se trata só aumenta!), imagina a situação de quem deve estar prestando atenção. Deveria. Se é que realmente há alguém nessa situação, porque da última vez que virei para aquele lado, todos estavam com o olhar perdido.

Por que um quadro tem moldura de madeira e outro não? Por que DOIS quadros?

Mais baforadas de ar, mais gente saindo. Dessa vez deu tempo de se preparar. Ruído surdo, trepidar insosso do fechar da porta.. O cara não encerra a aula. Que cara chato! Ihhhh ihhhhhhhh. Oh, não. A menina da caneta verde limão vai embora. Preciso ver aquela cor tão vibrante novamente. É tão... lindo... tão... meigo.... Queria ser dessa cor. Queria chamar a atenção... Ser black é tão sem power.... Ah, o cara do chimarrão voltou (nem percebi que ELE tinha saído, embora tenha sentido uma baforada de ar inadvertida a me desestabilizar no ar). Tio.. tiioo... uma gota d'água por favor. Ué, a cuia está vazia. Droga. Acabou a água. Pô, eu queria. Queria, queria, queria. Bleh. Não gostei dessa sala. Quero ir embora. Unf. Minhas patas estão roçando por causa do giz. O cara não pára de falar. Quero h2o.... H2O Agá DOIS ó...

Peraí...

Dois quadros.
Dois apagadores.
Serão duas aulas? Isso explica a moral no quadro e na porta a economia.

Nãããããão!!!!!!!!!!

A moça da caneta verde limão foi embora :/ Meu mundo acabou. Minha estada aqui não tem mais sentido... Vou me suicidar!
Estou aqui há um tempão e ainda não descobri de que aula se trata...
Não consegui detectar uma só palavra no ar...
Passei um vinte e nove avos de minha inútil existência a analisar o comportamento dos humanos e nada constatei...
Não há mais a caneta verde limão para me guiar..
Estou perdida.
Estou perdida.

Estou peeeeeeeeeeeeeeerddiiiiiiidaaaaaaaaaa....


É fato: não há felicidade nessa sala. Ninguém sorri. A risada anterior foi uma forma de mascarar a realidade. Mascarar o fato de que todos estão muito ocupados consigo mesmos para notar a realidade. Para ME notar. Para notar na realidade. Para me realidade. Para me? Ah, se eu fosse verde limão...!





------ Era para a história ter um final feliz, mas a mosquinha simplesmente se desmaterializou no ar, por puro tédio. Foi assim.. *puf*... E tudo de repente se desfez. Ainda bem que ela vive várias vidas por semana... :) (sabe como é, né... as moscas imaginárias podem tudo!).

Sábado, Outubro 22, 2005

Sim, quem finalmente tá postando nesta birosca é o corpo. Como a Alessa já disse no primeiro post, ela é a parte meiga do blog (alma); a gabi é a parte má (tortura); e este que vos fala é a parte safada do blog.Acaba de começar a aula, um sol na rua e um calorão. Se encontram, por enquanto, 5 pessoas (contando com o profº) na sala de aula. A aula que já era chata em um dia normal, será elevada ao cubo hoje.

"Para que um fato seja moral ele deve ser consciente."
Digamos que eu não teha entendido nada, talvez seja porque eu não venho a aula há algumas semanas.

Hoje curiosamente o sr. Marcos Kammer não está de vermelho - sim, pasmem! -, ele tá de preto. Aliás, existem 4 pessoas de preto na aula - agora chegaram mais pessoas, até vou contar.. 11 pessoas. opa, 12, 13!! . Minha colega do cofrinho acaba de chegar em aula e hoje ela decidiu não mostrar sua bela "entrada". Veio com uma daquelas calças de ginástica bem colada, pelo menos assim eu vejo as coxas dela (POXA, QUE COXA!).

O maldito não pára de escrever coisas sem nexo, ao menos pra mim, no quadro. Eu, como bom aluno, vou fingindo que copio enquanto escrevo esse monte de bobagem aqui.

A Daiane chegou e trouxe um jornalzinho legal pra ler. Durante a minha incrível leitura o professor deve ter me olhado umas 10 vezes, acho que ele não está muito contente de eu estar lendo. :/

Agora, 19:40, existem 26 pessoas na aula. 10 são loiros, 14 morenos, 1 ruiva e 1 calvo (lembrei que a tortura fez essa mesma contagem).Existem 8 pessoas de preto, apesar do sol e do calor. Sou o único de vermelho, o que me faz sentir uma rara sensação de diferença.

A colega do cofrinho está se levantando (modo cara dura is on), ela já se sentou novamente. Eu não consegui ver absolutamente nada, foi rápido demais.

Ele (professor) acaba de falar ".. o homem está IMBUÍDO..", não entendi e não escutei a frase - na verdade, não faço questão -, mas essa palavra me faz lembrar coisas tão significativas que eu nem consigo explicar. Acabei de lembrar do meu professor de semiótica falando de signos. Essa "magnífica" aula nem tem comparação com a de semiótica que eu consigo entender praticamente tudo.

A Inara já tentou várias vezes espiar o que eu to escrevendo, deve ser porque eu nunca copio nada e agora não paro de escrever. Eu, se estivesse olhando de fora, acharia no mínimo curioso.

Tô com fome, sede, sono e calor. A aula tá insuportável e assim que alguém me convidar pra ir embora eu saio correndo. (Correção de pós-escrita: ninguém me convidou pra ir embora da aula :~)

A cara de "ahm?!" que todos ficam depois que esse cara dá uma explicação é inenarrável. Tem gente passando bilhete, outros mexendo no celular e tem uma colega minha que.. hmm.. o que seria aquilo? (corpo pára pra analisar).. ela tá fazendo/arrumando um brinco, que mais parece um pom-pom, com um daqueles alicates de.. ahm.. arrumar brincos!
Meu Deus, mas que troço bizarro! E a guria que tá do lado dela pegou o brinco e fez uma cara de "nossa, mas que belezinha!".

Tem gente dormindo até (no momento 3 criaturas). isto deve ser ultra empolgante pro professor, mas e quem se importa?

Tudo que eu queria nesse exato momento é aquela garrafa de água que tá na classe da colega do cofrinho. Curiosamente, toda vez que eu tento dispersar meu olhar cai nela e nas belas coxas que se encontram pra fora da classe no momento.

Escutei um ".. por último.." e me animei, mas era um "por último" do capítulo, ele ainda vai seguir infelizmente.

Ahhhhhh.. o jogo do inter começava as 19:30 e pelas minhas contas já deve estar nos 37 minutos do primeiro tempo, quanto será que tá? Quando eu estiver passando pro pc já saberei o resultado do jogo e postarei junto. (Correção de pós-escrita: o inter ganhou de 1 a 0 do Boca \o/)

A colega do cofrinho tá com um decotão, mas que maravilha!!

O bocejo tá se.. (parei de escrever porque o meu celular começou a berrar e todo mundo ficou me olhando.. era uma msg me convidando pra ir pra uma rave, que novidade).. disseminando pela aula e pelo visto não é só eu que quero ir embora. JÁ!

São 20:15, à partir de agora eu conto os minutos.

Opaaaa!! Todo mundo se mexendo nas classes, acho que tá na hora de ir embora. ÊÊÊ!

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Não tem post meu hoje, por que não consegui nem me concentrar para debochar do professor. :P

Domingo, Outubro 16, 2005

32 perspectivas da aula de Perspectiva

Minhas anotações da aula de Perspectiva estavam tão esparsas que não tive jeito de organizá-las num todo coerente. Dica: leiam antes a descrição da Alma (post anterior) e voltem para cá e leiam os fragmentos incompletos da Tortura... :P

1. Por que meninas não podem ter carrinhos?

2. Por que diz na porta da sala de aula, de giz...

Seria cola? Seria o resultado de um jogo? Macumba? (by Alessa) Um código binário de uma passagem secreta no espaço-tempo para um mundo perfeito onde não existissem aulas de Perspectiva Ético-Atropológica?

3. Professor sem voz. Passou o feriado todo em festas? Só nas baladas! :P

4. A aula em números: 6 vidros na porta. 2 ventiladores (6 pás de ventiladores). 14 divisórias na parede esquerda de plástico. 3 paredes de concreto. 54 parquets no meu campo de visão. 43 classes na sala de aula. 180 patas de cadeiras ou mesas.
E eu fazendo a continha do número de patas (43 X 4 + 8) e o professor falando da camuflagem das diferenças de classe operada pela ideologia... será que esses números são reais ou imaginários? :P

5. A gente tinha planos de operar uma quebra de sintagma na aula de Perspectiva. Ao menos o paradigma conseguimos alterar, tirando fotos do professor, e outras coisas bizarras. :D Para saber se isso vai virar sintagma, só o tempo irá dizer... :P

6. A ideologia por trás da cor vermelha nas roupas. Ele é comunista? PT? MST? Pele vermelha? Pimenta? o.0

7. Características da ideologia:
- Naturalização - conversão de situações resultantes da ação humana, da ação histórica em algo dado por natureza. Torna natural aquilo que é produto sempre histórico (ação humana, criado).

Logo,

é natural o professor usar vermelho, mas por que ele escolheu essa cor? Pode parecer natural para nós vê-lo assim, mas isso tem a ver com a ideologia -- ela tem um plano malévolo de fazer com que vejamos a escolha das cores como um mero produto da natureza! Por que vermelho?

8. Natal.
Ou propaganda do Nacional?

O professor desenhou um triângulo no quadro verde usando roupas vermelhas e brancas. Conseguiu a façanha de recriar o clima natalino em pleno mês de outubro!

9. Professor de vermelho. Alessa de cabelos vermelhos. "Coincidence? I don't think so".
Não há nada de natural em ambos. Mas a ideologia naturalizou essas escolhas. Será que ambos procuravam ir contra a ideologia dominante (segundo Barthes, isso é uma contradição, pois não existe ideologia que não seja dominante, visto que não há uma ideologia dos dominados!) quando escolheram, respectivamente, a cor da roupa e a cor dos cabelos? :P

10. Estatísticas: (às 19h54) -- 19 pessoas. 2 ruivas. 2 loiras. 1 ser de cabelos brancos. Representação paritária das minorias. Classe dominante: cabelos castanhos e lisos [!]. Eu sou do proletariado da pirâmide da sala de aula :D [E o professor é o burguês-capitalista??]

"A divisão social em classes é construída, produto da ação humana."

11. A ideologia do professor está embutida na maneira como ele explica para nós o que é ideologia. Escolha pelo sentido negativo e marxista reflete a ideologia dele. Affe, ele está de vermelho. A quem ele está tentando enganar?

12. Obsessão do professor pelos triângulos. Este foi escolhido (decisão arbitrária - Tortura e Alma) para ser o símbolo da aula:

Eu hein? Parece um bando de espermatozóides correndo pra farra ¬¬ :P

13. Universalização - os valores de quem detém o poder são refletidos nos que a ele se submetem
O professor detém o poder em sala de aula, logo, seu objetivo é que todos os alunos aceitem o que ele diz como verdade (ou ao menos finjam aceitar a ideologia dele e coloquem na prova, para poder passar de ano).

14. "Subalternos passam a viver valores que não sejam seus" (by prof)
Nós somos os subalternos dele. No microcosmo da sala de aula, vivemos os valores do professor! Nããão! Ainda bem que eu nem tenho roupas vermelhas...

15. Após falar do entendimento equivocado da própria realidade operado pela ideologia nas classes dominadas, houve um silêncio constrangedor em sala de aula. Será que o professor se deu conta de que ele estava operando a mesma subversão da sociedade em proporções menores em nossas cabeças?

16. LACUNA ou ocultamento de alguma coisa que não pode ser explicitada.
Mundo de aparências -- o professor parece o Power Ranger vermelho.

17. "O que vou fazer na universidade" Para que me serve todo esse conhecimento? Pela ideologia, o conhecimento vai servir à minhas funções na sociedade, me dá condições para participar da luta de classes. Isto está dentro da ideologia. Mas será que vamos conseguir esse espaço no mercado? Será que ele fará com que nos sintamos realizados?! -- por que um curso universitário não vem com garantia e manual de instruções?

18. Impossibilidade metafísica de viver em um mundo não-ideológico -- para se apropriar do mundo devemos fugir da ideologia. Mas como? Só criando outra ideologia... :P

19. A moral se reproduz através da moral dominante. Para ir contra a ideologia dominante é preciso ir contra a ideologia (tautologia básica :P). Como ir contra a ideologia de forma não-ideológica?

20. "As pessoas evitam falar de si. Elas têm medo de falar de si". Quem é esse si e o que ele está fazendo no meu caderno??

21. A ideologia nos faz "Pensar como o outro pensa... QUANDO pensa."

22. Discurso não-ideológico - pegar as coisas por sua concretude, pelo que são (origem histórica) e não pelas aparências. Compreender as pessoas além de suas aparências. (Não posso julgar o professor pelo fato de usar roupas vermelha e branca diante de um quadro verde).

23. Por que as pessoas fazem terapia? Para entender a si mesmo, ir em busca de suas origens.
Mais uma vez. Quem é esse si? E o mesmo é aquele do elevador?

24. Vermelho tomate. Branco sabão não-OMO.

25. edadeicos na mumoc osnes anrot ueq osrucsiD. (odnum ed oãsiv - alpma oãn) otirtse oditnes me aigoloedI
Traduzindo: nova quebra de sintagma: escrever de trás para frente.

26. É um pássaro? É um avião? Não! É o Super N!

A ideologia camufla a realidade e apaga as diferenças e produz um N (normalização)...


27. Os valores:
Juízos de realidade
Juízos de valor
Juízo - qualquer julgamento que se faça.
A todo momento estamos emitindo juízos de valor e de realidade (porque as coisas realmente existem, doh :P).

28. Juízo de valor - quando atribuo uma qualidade que mobiliza nossa atração ou repulsa.
Juízo de realidade - tenta dizer das coisas/fenômenos o que eles são em si mesmos...

A barata é nojenta? Onde está o nojo da barata? Em nós, na barata?
É impossível ser totalmente isento.


29. Por que há no quadro o desenho bizarro de uma pirâmide que parece um queijo, ao lado de um bonequinho com auréola de anjo, sem braços e com uma perna mais curta que a outra?



30. Valor - tudo aquilo com o qual nós não nos tornamos indiferentes.

31. Atribuição que o sujeito faz, qualificando as coisas. Subjetivo. NADA vale por si só. Será que Perspectiva Ético-Antropológica realmente vale os 833 reais que meu pai tá pagando?

32. O ódio é um amor ao contrário, mas não é o contrário do amor (que seria a indiferença) :P

Sábado, Outubro 15, 2005


1º post para trialismo psico-físico : P

Universo, sistema solar, planeta Terra, América do Sul, Brasil Rio Grande do Sul, Pelotas, Porto, Rua Gonçalves Chaves, Universidade Católica de Pelotas, 4º andar, corredor da direita, sala 405, 2ª fileira da horizontal, 1ª fileira vertical, da esquerda para a direita de quem entra na sala.

Com tanto lugar no mundo para estar às 19h da noite de uma sexta feira, eu estou exatamente aqui, na aula de Perspectiva ético-antropológica. Detesto estar aqui por que tenho vários problemas com esta disciplina, a começar pelo nome (por que ético-antropológica se a matéria é, na maior parte do tempo, antropológica, sem se preocupar com ética? E mais: ética de que profissão? A matéria é mista para vários outros cursos!), passando pela localização da sala, até chegar ao fato de o professor estar SEMPRE vestindo alguma peça de roupa vermelha e (bem lembrado, Gabi), um par de tênis cinza com laranja.

Características da ideologia:
Naturalização: Conversão de situações resultantes da ação humana, da ação histórica em algo natural.

Por pseudo-unanimidade ficou decidido que a Alma seria a primeira postante (postosa? Postadora?) deste digníssimo blog. Sendo eu a Alma, nada mais justo do que começar explicando o por que de toda esta bobagem.

Dualismo Psico-Físico (nunca sei onde colocar o maldito hífen): Relação que há entre o corpo e a Alma (no caso do blog, eu). Diz-se ( e por diz-se quero dizer “diz o professor”) que a Alma é o lugar onde reside a pureza, a sobriedade, a consciência e a salvação e que o corpo é o lugar onde o pecado está.
O Trialismo Psico-Físico mantém a idéia do dualismo, mas acrescenta a ela a Tortura, que representa a aula de Perspectiva Ético-Antropológica (ai, este nome de novo)... os andares que temos que subir (pela escada!) para assisti-la.. enfim... a parte “torturante” do processo.

Universalização:
Os valores de quem detém o poder são estendidos aos que a eles se submetem.

Além do fato de que a Tortura do corpo enfraquece a Alma o que, na minha opinião, é uma excelente desculpa para não fazer nada que me desagrade, afinal, eu qeuro ir para o céu...

Bem acho que a proposta do Blog é mostrar à grande “massa” o que se passa na cabeça de 3 pessoas durante o momento de tédio sublime que acontece toda... (Alma olha o horário de aulas) quarta e sexta-feira. Os textos deverão ser escritos no caderno, DURANTE A AULA, e transcritos para o blog SEM CORREÇÕES ORTOGRÁFICAS e de COERENCIA. E também de recuso a corrigir meu excesso de reticências... por que eu adoro reticências.... e estou me sentindo muito reticente hoje...

Uma das coisas mais divertidas da aula é o quadro... Sr. Marcos Kammer passa a aula inteira escrevendo palavras soltas como “lacuna”, “vida”, “instintos”... e desenhando pirâmides com bonequinhos dentro...
A Gabi acabou de fazer um vídeo meu, escrevendo estas bobagens, e eu agora estou sentindo cheiro de Protex... Adoooro cheirinho de Protex! \o/

Estamos nos dedicando a quebrar sintagemas de aula, então a Gabi fica tirando fotos enquanto eu assisto á aula de RayBans escuros e comendo côco. Mas ao invés de pensar em ideologias e naturalizações eu só penso no CD do Beck que eu acabo de comprar e em cuidar para que o meu cofrinho não apareça... já que o colega estranho que pensa que a Gabi mora no fragata está bem atrás de mim... e ,vai saber, ele pode ser igual ao George... O.O

Nada do que eu escrevi aqui faz muito sentido, mas agora que eu falei nisso, um pensamento me veio na cabeça: “Se eu penso que nada do que penso faz sentido, isto faz algum sentido?” o.O

Descoberta perturbadora: O professor tem cara de fofo.... assim... fofo de uma maneira... natalina!

Geez! A Gabi ta obstinada com as combinação de roupas do Sr. Kammer!

Eu quero ir embora.

Socorro!

Até que a porta não ta tão longe assim... eu poderia sair sem ser notada!

Alguém me tire daqui!!

MINHA CABEÇA DÓI!






Pós Escrito: Este post foi transcrito às 00:22 horas de Sábado, dia 15 de outubro, ao som do meu DC novo do Beck “Guero”! \o/ Eu amoooooo E-Pro!




Quinta-feira, Setembro 29, 2005

aceitando convite de tortura.... O.o

teste

hãn..
oi :)

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